Mark Daniel Maloney, 2019-20 RI president. Evanston, Illinois, USA, 5 October 2017.Mensagem Junho de 2019 do Presidente de Rotary International

Mark Maloney

Presidente, 2018-19

 

Caros Companheiros Rotários e Caros membros da Família Rotária. Adoro viajar! Até gosto de me envolver na dinâmica corriqueira de andar daqui para ali e volta.

Contudo, no ano passado, minha mulher, Gay, e eu vivemos uma daquelas experiências que fazem esmorecer o otimismo mesmo dos viajantes mais entusiastas. Vimo-nos “condenados” a uma espera de seis horas num aeroporto no qual não esperávamos fazer escala, num dia que jamais planeáramos estar ainda em viagem, tendo tido que acordar de manhãzinha num hotel que desconhecíamos ainda na noite precedente. Foi um daqueles dias…
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Quando aguardávamos no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, Gay e eu demos um pequeno passeio a pé só para vermos as pessoas. Fomos desde um dos extremos do terminal até ao outro e regressámos ao ponto de partida, olhando para cada porta de embarque, para cada destino, cada grupo de gente que aguardava o seu respetivo voo.

Cada porta de embarque, no fundo, era como que uma ilha da humanidade. Quando nos dirigimos para a zona central, achámo-nos em Nova York, seguindo, como toda a gente, em fila. Porém, quando ocupámos os lugares no avião, logo a seguir levantámos e já estávamos a aterrar em algum sítio. Já tínhamos chegado a Deli ou a Paris ou a Tel Aviv.

Quando começámos a andar, dei comigo a pensar: – “Toda esta gente tão diferente uns dos outros e de tão diversos países e todos no mesmo lugar! É tal como no Rotary!” E à medida em que íamos de porta em porta, dei-me conta de algo mais. Não era apenas como o Rotary, de todo. É que cada um, naquela fila, se dirigia a uma ilha. E cada ilha continuava a ser uma ilha. As pessoas que se dirigiam para Taipé podiam estar a falar umas com as outras, mas não estavam a falar com as que se dirigiam para o Cairo ou para Lagos.

Contrastava com o que acontece no Rotary. Rotary permite-nos entrar em contacto uns com os outros, de maneiras sérias e significativas a despeito das nossas diferenças. Põe-nos em contacto com pessoas que ainda não tínhamos conhecido, que são mais semelhantes a nós mesmos como jamais imaginaríamos. Liga-nos às nossas comunidades, a novas oportunidades profissionais e a gente que necessita da nossa ajuda.

A conexão é que tem em si a experiência do Rotary, que é bem diferente da que se alcança no caminhar ao longo dos corredores do Aeroporto do JFK. No Rotary, ninguém de nós é uma ilha. Todos estamos interligados no Rotary, sejamos quem sejamos, seja lá donde viermos, qualquer que seja a língua que falemos ou as tradições que sigamos. Estamos em ligação uns com os outros — como parte das nossas comunidades e como membros não apenas dos nossos respetivos Clubes, mas igualmente da comunidade global à qual, afinal, todos pertencemos.

Esta ligação é que está no âmago da experiência do Rotary. É aquilo que nos atrai no Rotary. É o que nos faz manter-nos nele. Por favor, junte-se aos seus Companheiros Rotários nesta jornada pois que O Rotary Conecta o Mundo.

Mark Daniel Maloney

Presidente do Rotary International